Segunda Científica: Atividade física e obesidade

Segunda Científica: Atividade física e obesidade

Olá amigos!

Toda segunda-feira vou tentar postar e comentar brevemente algum estudo atual relacionada à temática atividade física e saúde. O objetivo é estimular a leitura sobre assuntos importantes relacionados à área.

Diante da grande importância do tema na atualidade, o primeiro post será sobre uma revisão publicada mês passado na Obesity Reviews sobre atividade física e obesidade. Ekkekakis e colaboradores trazem um texto instigante e provocativo sobre uma questão central e ainda muito pouco discutida: a evasão da atividade física pelos obesos.

Destaco alguns pontos do artigo que merecem reflexão. Antes, gostaria de reiterar a importância de ler o trabalho, pois abaixo seguem apenas alguns dados e tópicos que foram apresentados e discutidos na revisão.

Apenas 3% dos obesos atingem a recomendação mínima de atividade física para saúde. Seria razoável pensar que a população obesa vá se exercitar muito?;
• Inatividade física aumenta a obesidade, assim como a obesidade diminui o nível de atividade física. Ou seja, a relação é bidirecional;
• A obesidade, per se, é preditora para abandono da atividade física. Na prática, a aderência de obesos em programas de atividade física é muito baixa;
• Tempo não é a maior barreira para o obeso não se exercitar. Adultos gastam ~15% do tempo em vigília assistindo TV e ~1,5% em atividade física. Entre a 1960 e 2000 o tempo de lazer aumentou ~5-6 horas por semana;
• A atividade física é mais desprazerosa em obesos. As fontes de desprazer são múltiplas, incluindo aspectos fisiológicos e/ou psicológicos;
• O autor propõe a existência de um “ciclo vicioso” da obesidade e inatividade física, atribuindo o papel central às experiências de desprazer relacionadas ao exercício físico percebidas pelos obesos (ver imagem 2);
• Há uma analogia interessante sobre as discussões HIT versus exercícios moderados para emagrecimento utilizando a fábula da lebre e da tartaruga. O ponto central é: embora a lebre (i.e., atividades intensas) seja mais rápida e consiga alcançar seus objetivos primeiro, muitas vezes é o passo mais lento da tartaruga (i.e., atividades moderadas), constante e persistente, que se mostra mais efetivo;
• Por fim, na minha opinião, o mais importante: há necessidade imediata de uma agenda de investigações sobre causas relacionadas a evasão de atividade física pelos obesos. O que está relacionado e/ou que causa desprazer e baixa aderência ao exercício nessa população?

Link: http://onlinelibrary.wiley.com/…/abstract;jsessionid=8CD027…

Boa leitura!

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Prof. Dr. Eduardo Caldas Costa

Professor/Pesquisador - DEF, UFRN Grupo de Pesquisa sobre Efeitos Agudos e Crônicos do Exercício (GPEACE)

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