Suplementação Alimentar e Saúde Pública – Resenha de Comentário no JAMA

Suplementação Alimentar e Saúde Pública – Resenha de Comentário no JAMA

O FDA realmente não tem jurisdição sob os suplementos alimentares de qualquer natureza. Estes estão numa sub-classificação de alimento, dessa forma não precisam provar segurança ou eficácia para o US Food and Drug Administration. Somente no ano passado, em 37 de 40 amostras de suplementos baseado em ervas foram encontrados traços de substâncias como mercurio, arsênio e pesticidas.

O pesado lobby da indústria no legislativo norte-americano permitiu que esses produtos promovessem nos rótulos pesquisas que corroborem seus benefícios à saúde, sem que o FDA possa classificá-los como drogas não-aprovadas. A questão fundamental é que nos EUA em torno de 150 milhões de pessoas utilizam de suplementos, e muitas pessoas podem estar lançando mão desses recursos para substituir uma medicação apropriada.

É bem interessante o comentário do Dr. Denham no volume desta semana do JAMA. A preocupação principal parece ser mesmo com a substituição do uso de medicamentos pelos suplementos. Mas, trazendo para nossa realidade, o mesmo poderia-se especular a respeito da suplementação alimentar tão em voga atualmente, sem muita atenção para a prescrição por um profissional da nutrição. Mas sabemos que em saúde, “fazer (ou neste caso, tomar) mais” raramente significa a melhor escolha.

Nos EUA, tentativas sem sucesso têm sido feitas para normatizar a avaliação de eficácia dos suplementos, ou pelo menos, o registro dos ingredientes junto ao FDA. No ano de 2009, 2 senadores (entre eles o conhecido republicano John McCain) propuseram que o FDA tivesse poder para retirar de mercado suplementos, mas o projeto nunca virou lei. Isso dificulta o FDA, e pior, prejudica muita gente. Como exemplo, a agência demorou 10 anos para retirar a Ephedra do mercado.

Clique aqui para ler o comentário completo no JAMA.

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