Mecânica Muscular e Treinamento de Força | Sinopse #AOS2015

Mecânica Muscular e Treinamento de Força | Sinopse #AOS2015

A produção de força muscular está relacionada a mecanismos neurais e estruturais. Como vários outros tecidos corporais, o tecido muscular esquelético possui capacidade de plasticidade, ou seja, é capaz de modificar sua estrutura, influenciando assim a produção de força. De forma simplificada, existem dois tipos de arquitetura muscular: músculos fusiformes e penados. Os músculos fusiformes são aqueles que possuem suas fibras musculares dispostas longitudinalmente desde sua origem até sua inserção, como por exemplo, o bíceps braquial. Devido a essas características, músculos fusiformes possuem maior capacidade de encurtamento e maior velocidade de contração. Por sua vez, músculos penados, como o reto femoral, possuem fibras musculares anexadas de forma angular em suas aponeuroses. Devido a isso, os músculos penados possuem maior número de sarcômeros, e consequentemente maior capacidade de produção de força.
O interessante é que diferentes tipos de estímulos influenciam adaptações específicas às características de cada músculo. E ainda, evidências recentes sugerem que, dependendo do músculo, pode ocorrer hipertrofia com proporções diferentes em seu comprimento. Portanto, a avaliação da hipertrofia muscular em resposta ao treinamento de força é bem mais complexa que uma simples medida da circunferência de um segmento. Devido aos avanços tecnológicos na área da Biomecânica, é possível avaliar a estrutura do músculo esquelético in vivo. O ultrassom tem sido bastante utilizado e demonstra ser uma alternativa mais barata, simples e eficaz para estimar as alterações da arquitetura muscular comparado às técnicas de referência para esta medida.

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