Exercício de impacto na estrutura óssea: efeitos do treino e destreino

Exercício de impacto na estrutura óssea: efeitos do treino e destreino

Effects of High-Impact Training and Detraining of Femoral Neck Structure in Premenopausal Women: A Hip Structural Analysis of an 18-Month Randomized Controlled Exercise Intervention with 3.5-Years Follow-Up

Heinonen A, Mantynen J, Kannus P, Uusi-Rasi K, Nikander R, Kontulainen S, Sievanen H.
Physiotherapy Canada, 2012.

Qual o problema e o que se sabe a respeito até o momento?
Em mulheres antes da menopausa, o exercício regular aumenta a massa óssea. Porém, a densidade mineral não é a única responsável pela força do osso e a resistência à fratura, e apenas 5 estudos randomizados com exercício tiveram a estrutura óssea como desfecho. Pouco se sabe sobre a adaptação da estrutura tecidual óssea após intervenção de exercício e de destreino.

Por que os pesquisadores realizaram o estudo?
A estrutura óssea é um fator importante contra a fratura do colo do fêmur. Além da densidade mineral óssea, esse estudo buscou investigar as atividades de saltos em mulheres adultas.

Entretanto a maior relevância do estudo parece ser o seguimento após a intervenção, que mostra como se sucedem as adaptações ósseas adquiridas na vida adulta.

Quem foi estudado?
Mulheres entre 35-45 anos, sem condições crônicas, não obesas, com ciclos menstruais regulares. Eram mulheres saudáveis, que não utilizavam medicações crônicas, e não realizavam exercício regularmente.

Como foi feito o estudo?
Durante 18 meses, 39 mulheres foram treinadas três vezes por semana com exercícios de impacto (saltos, ginástica aeróbica), enquanto 45 mulheres foram controles (sem exercício).

Ao fim da intervenção e após 5 anos do começo do estudo, 22 mulheres em cada grupo passaram por mensurações da estrutura óssea do quadril. As avaliações foram realizadas por absorciomeria de raios-x de dupla energia (DEXA) no colo do fêmur, e quantificaram a resistência à flexão, área da secção transversa,  e largura do subperiósteo.

Quais foram os achados?
Medidas ósseas relacionadas à densidade mineral óssea (área de secção transversa) e capacidade de suportar cargas (resistência) foram aumentadas em 2,8% e 3,2%, respectivamente, após a intervenção de 18 meses. No entanto, o benefício não foi mantido após 3,5 anos sem exercício.

A largura do periósteo não foi aumentada após a intervenção.

Quais as limitações do estudo?
O tamanho da amostra é pequeno. Somente 22 mulheres em cada um dos grupos foram avaliadas nessa oportunidade, o que possibilita um baixo poder estatístico para o seguimento de longo prazo (3,5 anos).

Apesar da DEXA ser um método validado e amplamente utilizado, o uso da tomografia computadorizada poderia conferir maior acurácia para avaliação da estrutura óssea.

Quais as implicações do estudo?
O estudo utiliza outros marcadores que não apenas a densidade mineral óssea como desfecho, o que o valoriza e coloca no conhecimento mais aporte sobre o exercício de impacto no aumento da capacidade desse tecido suportar cargas.

Guardadas as limitações já citadas, o seguimento de 3,5 anos sem exercício indica que mesmo em tecido com lento remodelamento, como o ósseo, as adaptações do exercício necessitam da manutenção do estímulo para que sejam mantidas.

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